Hidratar adequadamente evita muitos problemas
Queixas de hipotensão (pressão baixa), acumulação de secreções bronco-pulmonares (catarro), obstipação intestinal (prisão de ventre), são algumas das complicações que na maioria das vezes estão relacionadas a quadros de desidratação, que nos pacientes idosos pode dar origem a complicações clínicas sérias e de difícil tratamento.

Oferecer líquidos é de extrema importância, não se deve esquecer que eles colaboram para o equilíbrio de todos os sistemas orgânicos.

Deve-se oferecer uma quantidade de líquido equivalente a 2 litros por dia, na forma de água, chás, sumos, vitaminas etc.

O volume indicado deve ser fraccionado em pequenas doses que ao fim do dia devem somar 2000ml.

Deve-se garantir que a quantidade de líquidos ingeridos seja mais ou menos igual às perdas (urina, suor, lágrimas, saliva).

Oferecer copos cheios de água causa uma sensação de plenitude gástrica desconfortável para o paciente, ofereça pequenas quantidades, várias vezes ao dia.

Lembrar que a maioria dos idosos ingere pouca quantidade de água pura. Colocar sabor na água como os sumos, refrescos, etc. é uma estratégia eficaz.

A ingestão adequada de líquidos também é de extrema importância para a manutenção do adequado turgor cutâneo (elasticidade da pele), melhorando consequentemente a resistência da pele.

Pacientes diabéticos devem receber líquidos adoçados artificialmente.

Aqueles que possuem restrição de líquidos prescritos pelo médico devem respeitá-la com rigor.

Idosos acumulam facilmente secreções bronco-pulmonares, a oferta adequada de líquidos possibilita uma expectoração mais rápida, prevenindo infecções.

Nas fases mais avançadas, devem ser servidos sumos espessos - como vitaminas, ou engrossados com gelatina, por exemplo - eles reduzem os riscos de engasgamentos.

Jamais ofereça líquidos com o paciente deitado, este deve estar em posição sentada ou recostada em travesseiros. Esta medida reduz o risco de aspirações e otites (dor de ouvido).

Atenção! Quedas de pressão arterial, diurese concentrada (urina escura) e baixo débito urinário (pouco volume de urina) podem estar associados à baixa ingestão de líquidos.

A obstipação intestinal (intestino preso) é outra queixa comum que também pode estar associada a baixa ingestão de líquidos, imobilidade e dieta inadequada.

Lembre-se de que o coração (assim como uma bomba d´água) necessita de volume para trabalhar adequadamente. A falta de líquidos pode trazer consequências graves para o paciente.

Pacientes que apresentam dificuldade para digerir alimentos (disfagia) devem receber alimentação específica, orientadas por profissionais especializados (fono audiólogos e nutricionistas).

Em determinados momentos da evolução da doença pode haver necessidade da colocação de sondas para alimentação e especialmente para hidratação.