Como o "obrigo" a tomar o remédio?

Alguns idosos recusam-se a tomar as medicações prescritas, outros querem medicar-se a todo momento. É importante reconhecer que medicamentos e doses só devem ser administrados se prescritos por um médico.

Sempre que o idoso necessitar ser medicado, deve-se consultar um médico.

Nunca dê remédios (por mais "inofensivos" que possam parecer) ou receitas caseiras para gripe, obstipação intestinal, hipertensão etc., sem que o seu médico esteja ciente. É comum a ocorrência de problemas sérios após o uso de medicamentos ditos "inofensivos".

Informe todos os médicos envolvidos com o paciente com respeito às drogas utilizadas por ele.

Reações adversas podem ocorrer: agitação, alucinação, prostração, dores abdominais, náuseas, vómitos etc., neste caso o médico responsável deve ser avisado imediatamente.

Pacientes que fazem de uso de medicação degitálica devem ter os seus batimentos cardíacos contados antes da medicação, pulsações abaixo de 60 batimentos/minuto devem ser comunicadas ao médico.

As medicações hipotensoras (para pressão alta) exigem controlo da pressão arterial antes de serem ministradas, naqueles pacientes que apresentam variações da pressão.

Caso haja uma queda súbita da pressão arterial, contacte o médico e mantenha o paciente no leito com os membros inferiores elevados, sem travesseiros. É aconselhável  neste casos a ingestão de líquidos.

O cuidador jamais deverá mudar doses e horários das medicações sem consultar o médico anteriormente.

Mantenha em seu poder uma lista atualizada dos medicamentos que estão sendo utilizados pelo paciente, contendo nome da medicação, dose, horário e data do início do tratamento. Estes dados poderão ser úteis em casos de reacções adversas ou super dosagem.

Procure saber com antecedência quais farmácias mais próximas estarão de serviço nos finais de semana, feriados e/ou de serviço 24h.

Mantenha sempre à mão o número de telefone do médico, hospitais e prontos-socorros para eventuais atendimentos de emergência.

Claramente, o cuidador deve informar ao paciente o tipo de medicamento que ele está usando e porquê. Esta medida é muito eficiente especialmente nas fases iniciais da doença e fará com que o paciente aceite a medicação com maior facilidade.

Caso o paciente não aceite a medicação, porque tem dificuldade para engolir ou cospe os comprimidos, estes devem ser triturados e misturados aos alimentos ou com a bebida.

 

Se a absorção do medicamento for no estômago e produzir intolerância gástrica (azia, náuseas, vômitos, plenitude), o médico deve ser comunicado para, se for o caso, interromper a terapêutica, substituir a apresentação (de comprimido para líquido ou injetável) ou ainda prescrever um protetor gástrico, simultaneamente.

 

Supervisionar doses e horários das medicações prescritas é dever do cuidador, que não deve esperar que o paciente as tome por si só. Haverá um momento em que a responsabilidade pela administração das drogas ficará inteiramente a cargo do cuidador.

 

Armários que contenham medicamentos deverão ser mantidos fechados à chave, e estas guardadas em local inacessível ao paciente.

 

O paciente nunca deverá ficar sozinho com medicamentos ao seu alcance.

 

Ao administrar a medicação, o cuidador deverá ter certeza de que o paciente engoliu pois caso ele não o tenho feito, além de não estar medicado, se cuspiu, crianças e/ou animais domésticos poderão acidentalmente ingeri-Ios.

 

Qualquer suspeita de superdosagem de medicamentos ou ingestão de produtos tóxicos deve ser comunicada ao médico antes de se provocar vômitos ou realizar qualquer tipo de procedimento.

 

Em situações de emergência, quando não é possível o contato com o médico do paciente, este deve ser levado imediatamente ao pronto socorro mais próximo.